Uma das dúvidas mais comuns de quem está começando é: quanto e como estudar em casa.
Muitos acreditam que estudar apenas uma vez por semana, ou concentrar várias horas no dia da folga ou no fim de semana, já é suficiente. Mas, na prática, isso costuma gerar o efeito contrário.
Estudar só um dia na semana é uma forma silenciosa de autossabotagem.
O cérebro precisa de frequência, não de maratonas. Sem contato constante com o instrumento, o avanço fica lento, inconsistente e frustrante — mesmo no curto prazo.
Por isso, a recomendação é simples e possível para qualquer pessoa:
15 minutos todos os dias
Quinze minutos diários funcionam melhor do que horas isoladas uma vez por semana.
Esse tempo é suficiente para:
- Manter o contato constante com o instrumento
- Fixar técnicas e conteúdos da aula
- Desenvolver coordenação, memória muscular e percepção musical
Como organizar esses 15 minutos
Aqui entra uma adaptação do método Pomodoro, aplicada à música:
- 15 minutos focados (Cuidado: Isso é uma exceção. Você quer aprender e precisa se dedicar. Organize sua agenda de forma intencional para caber os estudos da música.)
- Sem celular, sem distrações
- Com um objetivo claro (exercício, técnica ou lição da semana)
Exemplo simples de divisão:
- 5 minutos: aquecimento ou revisão
- 10 minutos: foco total na lição ou técnica da semana
Pouco tempo, mas totalmente intencional.
A revisão imediata e a curva do esquecimento
Existe um fenômeno chamado curva do esquecimento.
Segundo essa teoria, começamos a esquecer o que aprendemos já na primeira hora, e esse esquecimento se intensifica ao longo da primeira semana se não houver revisão.
Para vencer essa curva, a chave é a revisão imediata.
E atenção:
essa revisão não precisa durar 1 hora, nem 30, nem 10 minutos.
5 minutos já são suficientes para que o cérebro entenda que aquela informação é importante e precisa ser registrada na memória.
Quando não há revisão, o cérebro simplesmente descarta a informação nova, como se jogasse tudo numa lixeira do esquecimento.
Isso acontece não por falta de vontade, mas por falta de ação intencional.
O cérebro não entende o que a gente quer aprender.
Ele entende o que a gente faz repetidamente.
Ele cria arquivos de memória com base em:
- regularidade
- frequência
- revisão imediata
É a nossa atitude que comunica importância, não o nosso desejo.
O segredo não é estudar mais, é estudar melhor
Quando o estudo é diário, mesmo curto, e acompanhado de revisões rápidas, o progresso acontece de forma natural.
A técnica evolui, a confiança aumenta e tocar começa a fazer sentido.
Consistência vence intensidade.
E 15 minutos bem organizados, todos os dias, com revisão imediata, geram resultados reais 🎸
Aproveite para ir mais fundo
No link abaixo você também encontra recomendações práticas de materiais, conteúdos e ferramentas que ajudam a organizar melhor seus estudos e acelerar sua evolução no instrumento.
São indicações que eu mesmo uso e recomendo para alunos que querem estudar com mais clareza, foco e resultado, mesmo com pouco tempo disponível.
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Estudar do jeito certo economiza tempo e evita frustração!
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Boa Leitura e bons estudos
Wallace Ribeiro





