MANIFESTO DA JORNADA E DA PACIFICAÇÃO

Reconhecemos que a vida se apresenta em fases.
Há tempos de força, clareza e expansão, e há tempos de limite, cansaço e recolhimento.
Ambos fazem parte da mesma jornada.

Aceitamos que nem sempre fomos vencedores, nem sempre fortes.
Houve momentos de potência e momentos de fragilidade.
O tempo revelou capacidades, mas também expôs falhas.

Não caminhamos por trilhas privilegiadas.
Nada nos foi dado sem esforço.
Tudo o que existe foi conquistado com suor, persistência e enfrentamento de terrenos duros.
Essa realidade não nos define como vítimas, mas como participantes conscientes da própria história.

Com o passar dos anos, ouvimos vozes internas que anunciam escassez, fim de oportunidades e esvaziamento de sentido.
Reconhecemos essas vozes, mas não as confundimos com a verdade absoluta.

Tomamos consciência de nossas fragilidades:
dúvidas, inseguranças, limites físicos, emocionais, familiares e mentais.
Não as negamos, mas também não permitimos que governem nossa identidade.

Compreendemos que a espera por um momento ideal de glória e descanso atravessa toda a existência.
Entendemos que esse momento nem sempre chega da forma imaginada.
Ainda assim, seguimos.

Observamos o sofrimento alheio e reconhecemos que a dor humana é ampla, diversa e muitas vezes injusta.
Diante disso, não romantizamos a realidade nem fechamos os olhos para a crueldade do mundo.

Decidimos organizar o essencial.
Escolhemos atenção à saúde, ao corpo, à disciplina, à pontualidade, à paz de espírito, à saúde mental e ao equilíbrio.
Não como promessas vazias, mas como direção consciente para o tempo que segue.

Afirmamos que o sofrimento não está fora da graça de Deus.
Ele faz parte da condição humana e da jornada individual.
Crises, lutas e experiências emocionais quase insuportáveis não nos separam do amor divino.

Perguntamos, com clareza e fé:
quem poderá nos separar do amor de Cristo?

Declaramos que o sofrimento é relativizado quando o coração se apoia na razão suprema.
A redenção não é condicionada à performance, ao sucesso ou à força.
Ela é incondicional.

“O Senhor é meu Pastor e nada me faltará.”
Mesmo em meio à dor, afirmamos essa completude.
Nada falta porque nele somos completos.

Reconhecemos que o poder infinito do Criador se revelou na escolha de sofrer.
Podendo se salvar, escolheu permanecer.
Essa decisão ultrapassa a lógica humana e redefine o sentido da existência.

Diante dessa verdade, escolhemos a pacificação do coração.
Não por negação da realidade cruel,
mas por consciência clara de que existe uma ordem maior sustentando a jornada.

Seguimos.
Com lucidez.
Com fé.
Com o coração pacificado.

Manifesto escrito como exercício de consciência e pacificação do coração.
Brasil, 2025.

Wallace Ribeiro
Músico • Educador
Reflexões sobre fé, vida, maturidade e consciência.

Wallace Ribeiro

Wallace Ribeiro

Guitarrista & Educador Musical

Compartilhe nas mídias

Comente o que achou: